Cinebiografia de Violeta Parra recebe o prêmio máximo no Sundance Film Festival

A expectativa só faz aumentar: “Violeta se fue a los cielos”, cinebiografia da cantautora chilena Violeta Parra dirigida por Andrés Wood, recebeu o prêmio máximo de sua categoria (World Cinema Grand Jury Prize) do Sundance Film Festival, festival dedicado a obras de diretores independentes e/ou iniciantes.

Sem muitas palavras, pois deixemo-las ao diretor Andrés Wood, em entrevista concedida ao Página/12 que você pode conferir clicando aqui.

Continuamos aguardando que o filme chegue às telas brasileiras.

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Rebel Sounds Compilado 2011 + EP Sonidos Inéditos (com La Digna Rabia !!!)

A Comunidade Sonora Rebel Sounds é o principal espaço de intercâmbio de música mestiça latinoamericana em toda a rede. E hoje está lançando, pelo quarto ano consecutivo, sua compilação reunindo os principais lançamentos do ano que passou.

A edição deste ano traz uma novidade: um EP destinado exclusivamente a sons inéditos, de bandas que não lançaram álbuns em 2011.

Pois, pra nossa alegria, a La Digna Rabia, banda da qual este escriba é um honrado integrante, teve sua canção “Un Beso y Un Adiós” selecionada para este EP.

Se você quer conhecer o que de melhor rolou da música mestiça em 2011, confere no www.rebelsounds.org e descarrega pra ti os 2 CDs + 1 EP, além da arte muito bacana criada pela equipe do Rebel Sounds pra esse lançamento.

Fica aqui, em nome da La Digna Rabia, nosso super agradecimento aos companheiros que foram fundamentais nessa empreitada: Arildo Leal, Max Rivera e Aníbal Pacheco.

Se tu não conhece a música com a qual fomos selecionados, confere aqui:

Un beso y un adios (La Digna Rabia) by La Digna Rabia

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O movimento dos indignados começou na Lacandona

A Selva Lacandona é o lugar de onde, há 18 anos, o Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) lançou seu grito pela possibilidade de um mundo onde caibam muitos mundos. Pois é este, segundo a reflexão oferecida pelo sociólogo mexicano Pablo González Casanova, o momento inicial das mobilizações plurais que hoje assomam ao cenário global, reconhecidas nos movimentos dos indignados e dos ocupas.

A postagem de hoje traz essa análise desse pensador mexicano fundamental para o pensamento crítico sobre a realidade atual de nosso continente, autor do clássico “O Colonialismo Interno”, que se você ainda não leu, recomendo fortemente.  (Ao final da postagem disponibiliza um link pra descarregar esse outro trabalho de González Casanova).

O Movimento dos Indignados começou na Lacandona

por Pablo González Casanova

Se pensamos no conhecimento e na ação de um movimento mundial como o dos indignados, logo observamos que há problemas teóricos e práticos consideravelmente distintos dos que se propõem na Academia, nos partidos e nos governos. Felizmente temos a possibilidade de enriquecer nosso conhecimento com as perguntas que os povos se fazem e com as respostas que se dão.

Teorias e práticas que vêm “de abajo y a la izquierda” têm a originalidade de criticar o poder quando este se sente diferente da sociedade e quando se separa da sociedade.

Os novos movimentos do povo propõem uma democracia que corresponda às decisões do povo e que, em caso de que se separe do povo, deixará de ser uma democracia.

Depauperados e excluídos, indignados e ocupas formulam teorias que contêm um grande respaldo empírico. Trata-se de explicações e generalizações baseadas em grande quantidade de experiências. Trata-se de conhecimentos, de artes e técnicas que correspondem ao saber e ao fazer dos povos, esse saber que tanto exaltara o antropólogo Andrés Aubry, e em que aparece, em vez do “eu” individualista, o “nós” tojolabal que Carlos Lenkersdorf resgatara para  a filosofia da solidariedade humana.

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2011: Tiempos de Rebelión

2011 foi ano de povo nas ruas, marchando, se fazendo escutar, exigindo seus direitos. Foram diversas as manifestações e os cenários, em todo o mundo: nos países árabes, na Europa (gregos, italianos, espanhóis, ingleses, …), nos Estados Unidos.

A América Latina não ficou de fora dessa grande onda que varreu o mundo e que mostrou que a capacidade de mobilização das gentes comuns continua viva. Dois momentos me parecem ter sido os mais marcantes: os protestos estudantis no Chile, e a marcha indígena em defesa do TIPNIS, na Bolívia.

Assim, desejamos que essas recordações do ano que está por terminar, no qual diante dos anúncios frequentes de iminentes crises devastadoras da economia global, e frente à miopia da política tradicional, a luta popular mostrou que ainda tem caminhos a oferecer, sejam a inspiração pra um 2012 repleto de novas conquistas.

Saudações,

Alter-Latina

(Aos que acompanham nosso blog, e aos visitantes eventuais, aproveito para esclarecer que as postagens estão menos frequentes, pois este escriba está em fase de término da tese de doutorado. Tão logo terminado este trabalho, voltaremos à ativa com força total. Abraços!)

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Cancioneria de Natal: amanhã (17/12) no Comitê Latino Americano

Vai ser amanhã, no Comitê LatinoAmericano, a Cancioneria de Natal, última edição deste ano do projeto de rock latino em versões acústicas tocado por este escriba junto ao hermano Max Rivera.

Pra celebrar um ano de muita movimentação musical, a Cancioneria sobe ao palco com nova formação: além dos dois integrantes originais, o projeto conta agora com Tharcus Aguilar e Fabiano Pereira nas percussões, e Eduardo Bu na harmônica.  Escalação de luxo pra uma noite impregnada de latinidade.

Então, tu é convidado: vem compartilhar com a gente o fechamento de 2011, amanhã a partir das 21h, no Comitê LatinoAmericano. A contribuição artística é de R$ 5,00.

Nos vemos lá !!!

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“Os índios nunca foram atrasados, eles sempre viveram seu próprio tempo”

Imagem © Marcelo Curia

Postamos hoje a entrevista concedida pelo professor Carlos Walter Porto Gonçalves, o qual tenho a enorme satisfação de ter como amigo e orientador, concedida ao Brasil de Fato, na qual traz sua crítica aos conceitos eurocêntricos de “modernidade” e “atraso”, e destaca a importância dos movimentos de resistência indígena.

(Entrevista concedida a Joana Tavares, da redação do BF)

O professor Carlos Walter Porto Gonçalves vem dedicando suas análises sobre a Pátria Grande, a América Latina. Um antigo defensor das lutas indígenas e camponesas e ex-assessor de Chico Mendes, ele diz que não faz sentido querer um ambiente sem gente nem um desenvolvimento para as pessoas sem cuidar necessariamente do ambiente. Corrobora com a filosofia do ex-líder sindical e ambientalista, assassinado em 1988: “Não há defesa da floresta sem os povos da floresta”. E também se inclui na filosofia do ecossocialismo, como a união das lutas contra a devastação e o capitalismo. Nesta entrevista, ele fala sobre a América Latina e a posição arrogante do Brasil, critica o projeto e a visão da modernidade e defende a força da luta e das ideias indígenas.

Brasil de Fato – Por que há tanto desconhecimento no Brasil em relação à América Latina?

Carlos Walter Porto Gonçalves – A história do processo colonial, o fato de o Brasil ter sido colonizado por Portugal e a maioria dos países pela Espanha, implica certas diferenças. Nosso continente foi marcado por presenças coloniais diversas, como a inglesa, francesa, holandesa, e ainda há países que são colônias mesmo hoje, como a Guiana Francesa. Mas não é só isso. Parece que a nossa dificuldade de nos aproximar do resto da América Latina e do Caribe não é uma questão de língua – com certo esforço a gente acaba se entendendo –, mas o processo de independência diferenciado. O Brasil não seguiu a ideia do “inventar ou errar” – uma expressão de Simón Rodríguez – dos outros países, que tentaram inventar um regime republicano, diferente do regime monárquico que reinava nas metrópoles colonizadoras. O Brasil foi o único que fez a independência e se manteve como império, inclusive com uma monarquia, com uma casa real. E achava que por ser uma monarquia era superior às “repúblicas de caudilho” da América Latina, expressão que continua a ser usada hoje pelas elites brasileiras e pela mídia. E de certa forma os países de colonização hispânica são obrigados a conhecer um pouco mais uma história que lhes é comum, haja visto que muitos países surgiram se emancipando de outros, como a Colômbia da Venezuela. A história deles tem que se remeter uma à outra. A história do Brasil em face de nossos vizinhos é mais desconfortável, por ter se apropriado de territórios que, a rigor, eram de outros países. Cabe também falar que a maior parte das elites formadas na América Latina continuou preocupada em se integrar com as elites europeias e dos países imperialistas para continuar exportando seus diversos produtos.

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Pez – Volviendo a las Cavernas (2011)

Lançamento recente de uma das bandas mais vigorosas do rock argentino – e umas das preferidas aqui da casa! – , o Pez, liderada por Ariel Minimal, homem multi-banda, o guitarrista por trás do antológico “Los Fabulosos Calavera”, dos Cadillacs, além de El Siempreterno, entre outros projetos já comentados por aqui.

Energia roqueira a ful. Pra descarregar o álbum e ouvir em alto e bom volume, é só chegar na página da própria banda, onde ele está disponível, clicando aqui.

Segue um player com algumas canções do álbum, pra tu ir sentindo o clima.

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A cumbia psicodélica do BOMBA ESTEREO

Banda colombiana fundamental pra quem curte as fusões que tomam a cumbia como eixo condutor: Bomba Estereo. Cumbia, psicodelia e música eletrônica reunidos, animando pistas de dança no mundo inteiro.

Confere, no link, a entrevista com o grupo concedida ao suplemento No, do Página/12.

E se quer botar fogo na tua festa, descarrega o disco pra ti clicando aqui.

Por fim, o vídeo da canção mais executada dos caras. É fogo !!!

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Cancioneria Latina recebe LA TRIPLE NELSON (Uruguay)

Hoje a Cancioneria Latina abre as portas pro seu primeiro convidado. E é um convidado muito especial: LA TRIPLE NELSON, uma das mais importantes bandas do rock uruguayo.

A função acontece na calle Vieira de Castro, 133, a partir das 21h. Contribuição artística de R$ 5,00.

Confere o mais recente  trabalho dessa grande banda na postagem que o Che Max fez lá no Porrazo al Oído, clicando aqui.

E te deixo uma amostra do que vai rolar hoje por lá, com o vídeo da música “Verde”.

Não perde !!!

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Uma brasileira em Puglia – novo link no Alter-Latina

Tem link novo no Alter-Latina: o Diário de Bari.

O tema é europeu, mas o sabor é latino: o blog é editado pela Denise Baptista, grande parceira de projetos ligados ao rock latino, e que há dois anos vive no sul da Itália. No blog ela relata suas vivências por lá, nos apresentando uma região pouco conhecida do país, mas repleta de aspectos interessantes.

Vale a visita! (E a foto abaixo, da postagem sobre a culinária local, é pra deixar com água na boca …)

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