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		<title>Dario Santillan, La Dignidad Rebelde</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 13:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[Estreia hoje, em Buenos Aires, o documentário sobre a vida do militante social Dario Santillan, assassinado em junho de 2002 na repressão militar e policial a uma mobilização dos movimentos piqueteros e de trabalhadores desocupados em Avellaneda, na grande Buenos Aires. O Massacre de Avellaneda, como ficou conhecido o episódio no qual também foi assassinado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/mural_cmpasur.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1964" title="mural_cmpasur" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/mural_cmpasur-e1335446806990.jpg" alt="" width="550" height="388" /></a></p>
<p>Estreia hoje, em Buenos Aires, o documentário sobre a vida do militante social Dario Santillan, assassinado em junho de 2002 na repressão militar e policial a uma mobilização dos movimentos piqueteros e de trabalhadores <em>desocupados</em> em Avellaneda, na grande Buenos Aires.</p>
<p>O Massacre de Avellaneda, como ficou conhecido o episódio no qual também foi assassinado o militante Maximiliano Kosteki, foi um marco nas jornadas de luta que se seguiram à queda do presidente De La Rúa, em dezembro de 2001, e acelerou a saída do presidente interino de então, Eduardo Duhalde.</p>
<p>O Página/12 de hoje traz entrevista com Miguel Mirra, diretor do documentário, que você pode ler clicando <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/5-25023-2012-04-26.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Para os que quiserem saber mais sobre o Massacre de Avellaneda, clicar <a href="http://masacredeavellaneda.net/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><em>Dario y Maxi no están solos &#8230; la lucha sigue !!!</em></p>
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		<title>A estaca quebrada no coração do latifúndio</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 14:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Abril Vermelho]]></category>
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		<description><![CDATA[Reproduzimos o manifesto dos companheiros do MST de São Grabriel, acampados desde ontem na praça João Abott, daquela cidade, em apoio às lutas do Abril Vermelho, e recordando, hoje, os 16 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. Por MST &#8211; São Gabriel Nesta segunda-feira, dia 16 de Abril, integrando a jornada nacional de lutas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzimos o manifesto dos companheiros do MST de São Grabriel, acampados desde ontem na praça João Abott, daquela cidade, em apoio às lutas do Abril Vermelho, e recordando, hoje, os 16 anos do massacre de Eldorado dos Carajás.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Wk3IxBTBILY" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<div>Por MST &#8211; São Gabriel</div>
<div style="text-align: left;" align="JUSTIFY">
<p>Nesta segunda-feira, dia 16 de Abril, integrando a jornada nacional de lutas do Abril Vermelho, os assentados da região de São Gabriel ocuparam a Praça Fernando Abott com uma representação de 70 assentados do município. Ao ocuparem a praça em caráter permanente, até que os governos Federais e Estaduais disponham a infra-estrutura básica dos assentamentos.</p>
<p>Fazem três anos que via INCRA se prometeu investir 60 milhões de reais nos assentamentos de São Gabriel. Porém o que temos na prática é uma política de sucateamento deste órgão público e total descaso com a reforma agrária. Ao assentar aproximadamente 580 famílias numa das regiões mais pobres do Estado e dominada por latifúndios improdutivos, tinha-se a intenção de colocar “uma estaca no coração do latifúndio”! O que presenciamos hoje é o descaso que fundamenta os argumentos dos latifundiários e seus defensores, que acusam os assentamentos de “favelas rurais”. Na prática essas “favelas rurais”, são frutos de um processo onde se repartiu campos pouco férteis, com erosão e risco ambiental entre famílias totalmente descapitalizadas, que sem crédito, sem estradas, sem energia elétrica e sem habitação tiveram pouca, ou nenhuma condição de produzirem. Para se ter uma idéia da situação, em alguns assentamentos a desistência foi de 70% das famílias assentadas, que sem condições de permanência nos lotes voltaram para a periferia das grandes cidades.</p>
<p>Hoje aproximadamente 180 famílias permanecem sem energia elétrica, sem uma lâmpada para uma criança estudar, sem uma geladeira para conservar o alimento. Aqui nenhuma escola foi construída dentro dos assentamentos, nossas crianças caminham uma média de duas horas até pegar o transporte escolar, todos os dias! Não tendo estradas nem para transporte escolar, também não temos como escoar o excedente da produção, a qual se faz com o próprio suor, pois a fração de famílias que acessou os créditos é mínima! Quanto às moradias, as famílias não há perspectiva de quando será efetivado o projeto de habitação. Em torno de 100 famílias ainda moram embaixo da lona preta! Após resistirem a duas secas em três anos, sem bebedouros para o gado e nem uma gota de água potável, foi anunciado 38 milhões de reais pelo programa “Água para Todos”, a esperança é que os assentamentos sejam contemplados, mesmo assim não sabemos até quando teremos que alimentar essa esperança!</p>
<p>Permaneceremos ocupando a Praça Fernando Abott, na esperança de que menos invisíveis, e contando com o bom senso de nossos governantes teremos resposta concreta às nossas pautas.</p>
<p>Sepé Vive!</p>
<p>São Gabriel dia 16 de Abril de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bolívia: 60 anos da Revolução de 1952</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 09:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Latinidades]]></category>
		<category><![CDATA[1952]]></category>
		<category><![CDATA[Bolívia]]></category>
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		<description><![CDATA[O 09 de abril na Bolívia marca a data da Revolução de 1952, momento em que as milícias camponesas e operárias sobrepujaram as forças do exército do país para permitir a chegada ao poder do Movimiento Nacionalista Revolucionário (MNR). Ainda que as análises posteriores, sempre beneficiadas pela vantagem de conhecer os desdobramentos dos fatos históricos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/fusiles-Campesinos-movilizaron-jornadas-insurreccion_LRZIMA20120409_0021_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1939" title="miliciascamponesas1952" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/fusiles-Campesinos-movilizaron-jornadas-insurreccion_LRZIMA20120409_0021_4-e1333961424424.jpg" alt="" width="550" height="293" /></a></p>
<p>O 09 de abril na Bolívia marca a data da Revolução de 1952, momento em que as milícias camponesas e operárias sobrepujaram as forças do exército do país para permitir a chegada ao poder do Movimiento Nacionalista Revolucionário (MNR).</p>
<p>Ainda que as análises posteriores, sempre beneficiadas pela vantagem de conhecer os desdobramentos dos fatos históricos, permitam questionar até que ponto a utilização da palavra &#8220;revolução&#8221; seja a mais adequada aos acontecimentos de 52, é inegável sua importância na história boliviana. Foi ali que se desmantelou a estrutura de um Estado oligárquico, que mantinha uma estrutura de perpetuação das regalias a uma elite mineradora oriunda do período colonial, e no qual a população indígena era totalmente ignorada, salvo quando necessária como massa de manobra paras as guerras.</p>
<p>Uma ideia de cidadania mais abrangente, com plenos direitos aos indígenas independentemente de sua situação econômico-social, o fim da estrutura patriarcal e patrimonialista, um papel mais ativo do Estado com sua política de nacionalização e de reforma agrária foram conquistas inegáveis daquele processo, sustentadas em seus primeiros anos pela força das armas entregues à população e pelo desmantelamento do exército (situação que durou até 1953).</p>
<p>A limitação das reformas em anos posteriores à chegada do MNR ao governo, partido muito mais nacionalista do que efetivamente revolucionário, não tardariam em conduzir a estrutura do Estado novamente às mãos das elites, talvez transformadas mais ainda conservadoras em suas intenções. Mas independentemente desse conhecimento que hoje nos é permitido ao olhar pelo retrovisor, a importância daquele fato histórico é essencial no que diz respeito mesmo ao processo de transformação atual vivido no país, pois vêm dali muitas das bases sobre as quais ocorre a mobilização política.</p>
<p>Aos interessados em conhecer um pouco mais dessa que, em seu momento, foi a primeira revolta popular bem sucedida em nosso continente, seguem alguns textos:</p>
<p>- Livro publicado pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro, no qual se encontra um artigo redigido por este escriba, você pode baixar clicando <a href="http://funag.gov.br/biblioteca/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=256&amp;Itemid=41" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>- Análise comparativo entre as revoluções de 1952 na Bolívia e 1959 em Cuba, você pode baixar clicando <a href="http://www.amerindia.ufc.br/articulos/pdf5/rodrigo.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>- Artigo publicado na edição de ontem do Página Siete por Carlos D. Mesa Gisbert, ex-presidente da Bolívia e um dos mais importantes historiadores do país, você pode baixar clicando <a href="http://www.paginasiete.bo/2012-04-08/Opinion/Destacados/18Opi00108-04-12-P720120408DOM.aspx" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Los hijos de los días&#8221; &#8211; novo livro de Eduardo Galeano</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 23:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Galeanices]]></category>
		<category><![CDATA[Latinidades]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Galeano]]></category>
		<category><![CDATA[Los hijos de los días]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição deste domingo do Radar, suplemento literário semanal do Página/12, traz matéria especial sobre o mais recente lançamento do uruguayo Eduardo Galeano, o livro &#8220;Los hijos de los días&#8221;, no qual em 366 histórias, uma para cada dia do ano (incluindo aí o 29 de fevereiro), o autor transpõe as fronteiras do espaço e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/loshijosdelosdias.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1934" title="loshijosdelosdias" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/loshijosdelosdias.jpg" alt="" width="288" height="432" /></a></p>
<p>A edição deste domingo do Radar, suplemento literário semanal do Página/12, traz matéria especial sobre o mais recente lançamento do uruguayo Eduardo Galeano, o livro &#8220;Los hijos de los días&#8221;, no qual em 366 histórias, uma para cada dia do ano (incluindo aí o 29 de fevereiro), o autor transpõe as fronteiras do espaço e do tempo para falar dos temas que marcam sua obra: a política, o amor, a cultura, e os personagens que fazem a grandeza da vida de cada dia.</p>
<p>A L&amp;PM, editora responsável pela publicação da obra de Galeano em português, anuncia a edição nacional para agosto. Enquanto isso, podemos conferir o que este livro nos reserva na entrevista publicada no Página/12 que você pode ler clicando <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/radar/9-7841-2012-04-08.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Antena Pachamama: rock latino nas ondas da web</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 11:46:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resistência Sonora]]></category>
		<category><![CDATA[Antena Pachamama]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Dinamico FM]]></category>
		<category><![CDATA[Max Rivera]]></category>

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		<description><![CDATA[É hoje a estreia oficial do Antena Pachamama, o mais novo programa de rock latino a percorrer as ondas virtuais difundindo não só o rock mas todas as possibilidades de fusões, combinações e variáveis desse gênero musical criadas em terras latino americanas. O programa tem seleção e apresentação do incansável &#8211; e nosso hermano! &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/antenapachamama.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1927" title="antenapachamama" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/antenapachamama-e1333452952599.jpg" alt="" width="550" height="550" /></a></p>
<p>É hoje a estreia oficial do Antena Pachamama, o mais novo programa de rock latino a percorrer as ondas virtuais difundindo não só o rock mas todas as possibilidades de fusões, combinações e variáveis desse gênero musical criadas em terras latino americanas.</p>
<p>O programa tem seleção e apresentação do incansável &#8211; e nosso hermano! &#8211; Max Rivera, o garimpeiro de sons por trás do <a title="Porrazo al Oído" href="http://porrazoaloido.com" target="_blank">Porrazo al Oído</a>, que agora compartilha suas descobertas, além é claro dos clássicos, nas ondas da DinamicoFM, rádio web do grande Claudio Cunha, um dos principais nomes da rádio no Rio Grande do Sul.</p>
<p>O programa vai ao ar nas terças e quintas, das 20h às 21h, e tu pode acessá-lo através de um dos links abaixo:</p>
<p><a title="DinamicoFM" href="http://dinamicofm.com.br" target="_blank">DinamicoFM-1</a> ou <a title="DinamicoFM" href="http://dinamicofm.listen2myradio.com/" target="_blank">DinamicoFM-2</a>.</p>
<p>Parabéns ao Max e ao Cláudio Cunha pela iniciativa.</p>
<p>Longa Vida ao Antena Pachamama !!!</p>
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		<title>La Digna Rabia: show no Art &amp; Bar</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 04:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resistência Sonora]]></category>
		<category><![CDATA[Digna]]></category>
		<category><![CDATA[La]]></category>
		<category><![CDATA[Rabia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 13/03, o Art &#38; Bar abre as portas pra receber o baile da La Digna Rabia, com suas canções de amor &#38; guerra. É o primeiro show solo dessa banda da qual este escriba é um honrado integrante, trazendo seu rock latino 100% gaúcho, cantado em espanhol. A festa de hoje é parte das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/03/Cartaz_LDR.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1921" title="Cartaz_LDR" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/03/Cartaz_LDR-e1331611096741.jpg" alt="" width="550" height="777" /></a></p>
<p>Hoje, 13/03, o Art &amp; Bar abre as portas pra receber o baile da La Digna Rabia, com suas canções de amor &amp; guerra. É o primeiro show solo dessa banda da qual este escriba é um honrado integrante, trazendo seu rock latino 100% gaúcho, cantado em espanhol. A festa de hoje é parte das comemorações dos 5 anos da Comunidad Sonora Rebel Sounds, e pra manter em alta a latinidade sonora contará com seleção musical do nosso hermano Max Rivera, o desbravador de sons do Porrazo al Oído.</p>
<p>Estão todos convidados!</p>
<p>Local: Art &amp; Bar</p>
<p>Endereço: Rua Silva Jardim, 16 &#8211; Porto Alegre/RS</p>
<p>Horário: 21h</p>
<p>Ingressos: R$ 10,00</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Karamelo Santo: entrevista no Página/12</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 11:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resistência Sonora]]></category>
		<category><![CDATA[karamelo santo]]></category>
		<category><![CDATA[rock argentino]]></category>
		<category><![CDATA[rock latino]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição desta semana do NO, o ótimo suplemento musical do Página/12, traz uma entrevista com os caras do Karamelo Santo, preparando as baterias pro show de lançamento oficial do álbum mais recente da banda, que vai rolar no sábado 03 de março, em Buenos Aires. Confere a entrevista clicando aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/KarameloFlyer1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1916" title="KarameloSanto" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/KarameloFlyer1-e1330084284556.jpg" alt="" width="550" height="537" /></a></p>
<p>A edição desta semana do NO, o ótimo suplemento musical do Página/12, traz uma entrevista com os caras do Karamelo Santo, preparando as baterias pro show de lançamento oficial do álbum mais recente da banda, que vai rolar no sábado 03 de março, em Buenos Aires.</p>
<p>Confere a entrevista clicando <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/no/12-5814-2012-02-24.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Cinebiografia de Violeta Parra recebe o prêmio máximo no Sundance Film Festival</title>
		<link>http://alter-latina.com/blog/?p=1909</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 22:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Latinidades]]></category>
		<category><![CDATA[Andres Wood]]></category>
		<category><![CDATA[violeta parra]]></category>
		<category><![CDATA[Violeta se fue a los cielos]]></category>

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		<description><![CDATA[A expectativa só faz aumentar: &#8220;Violeta se fue a los cielos&#8221;, cinebiografia da cantautora chilena Violeta Parra dirigida por Andrés Wood, recebeu o prêmio máximo de sua categoria (World Cinema Grand Jury Prize) do Sundance Film Festival, festival dedicado a obras de diretores independentes e/ou iniciantes. Sem muitas palavras, pois deixemo-las ao diretor Andrés Wood, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/VioletaSeFueALosCielos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1910" title="VioletaSeFueALosCielos" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/VioletaSeFueALosCielos.jpg" alt="" width="530" height="377" /></a></p>
<p>A expectativa só faz aumentar: &#8220;Violeta se fue a los cielos&#8221;, cinebiografia da cantautora chilena Violeta Parra dirigida por Andrés Wood, recebeu o prêmio máximo de sua categoria (World Cinema Grand Jury Prize) do Sundance Film Festival, festival dedicado a obras de diretores independentes e/ou iniciantes.</p>
<p>Sem muitas palavras, pois deixemo-las ao diretor Andrés Wood, em entrevista concedida ao Página/12 que você pode conferir clicando <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/5-24280-2012-02-05.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Continuamos aguardando que o filme chegue às telas brasileiras.</p>
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		<title>Rebel Sounds Compilado 2011 + EP Sonidos Inéditos (com La Digna Rabia !!!)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resistência Sonora]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
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		<category><![CDATA[La]]></category>
		<category><![CDATA[Rabia]]></category>
		<category><![CDATA[Rebel Sounds]]></category>
		<category><![CDATA[rock latino]]></category>
		<category><![CDATA[Sonidos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Comunidade Sonora Rebel Sounds é o principal espaço de intercâmbio de música mestiça latinoamericana em toda a rede. E hoje está lançando, pelo quarto ano consecutivo, sua compilação reunindo os principais lançamentos do ano que passou. A edição deste ano traz uma novidade: um EP destinado exclusivamente a sons inéditos, de bandas que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/RebelSounds-2011-EP-Portada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1904" title="RebelSounds-2011-EP-Portada" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/RebelSounds-2011-EP-Portada-e1326731869888.jpg" alt="" width="550" height="538" /></a></p>
<p>A Comunidade Sonora Rebel Sounds é o principal espaço de intercâmbio de música mestiça latinoamericana em toda a rede. E hoje está lançando, pelo quarto ano consecutivo, sua compilação reunindo os principais lançamentos do ano que passou.</p>
<p>A edição deste ano traz uma novidade: um EP destinado exclusivamente a sons inéditos, de bandas que não lançaram álbuns em 2011.</p>
<p>Pois, pra nossa alegria, a La Digna Rabia, banda da qual este escriba é um honrado integrante, teve sua canção &#8220;Un Beso y Un Adiós&#8221; selecionada para este EP.</p>
<p>Se você quer conhecer o que de melhor rolou da música mestiça em 2011, confere no <a href="http://www.rebelsounds.org" target="_blank">www.rebelsounds.org</a> e descarrega pra ti os 2 CDs + 1 EP, além da arte muito bacana criada pela equipe do Rebel Sounds pra esse lançamento.</p>
<p>Fica aqui, em nome da La Digna Rabia, nosso super agradecimento aos companheiros que foram fundamentais nessa empreitada: Arildo Leal, Max Rivera e Aníbal Pacheco.</p>
<p>Se tu não conhece a música com a qual fomos selecionados, confere aqui:</p>
<p><object width="100%" height="81" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F28496698" /><embed width="100%" height="81" type="application/x-shockwave-flash" src="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F28496698" allowscriptaccess="always" /> </object> <span><a href="http://soundcloud.com/la-digna-rabia/un-beso-y-un-adios-la-digna">Un beso y un adios (La Digna Rabia)</a> by <a href="http://soundcloud.com/la-digna-rabia">La Digna Rabia</a></span></p>
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		<title>O movimento dos indignados começou na Lacandona</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 23:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Câmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas Alter-Latinas]]></category>
		<category><![CDATA[Rebeldia]]></category>
		<category><![CDATA[colonialismo interno]]></category>
		<category><![CDATA[EZLN]]></category>
		<category><![CDATA[gonzález casanova]]></category>
		<category><![CDATA[indignados]]></category>
		<category><![CDATA[lacandona]]></category>
		<category><![CDATA[ocupas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Selva Lacandona é o lugar de onde, há 18 anos, o Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) lançou seu grito pela possibilidade de um mundo onde caibam muitos mundos. Pois é este, segundo a reflexão oferecida pelo sociólogo mexicano Pablo González Casanova, o momento inicial das mobilizações plurais que hoje assomam ao cenário global, reconhecidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Los-indignados.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1897" title="Los indignados" src="http://alter-latina.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Los-indignados-e1325804611773.jpg" alt="" width="550" height="309" /></a></p>
<p>A Selva Lacandona é o lugar de onde, há 18 anos, o Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) lançou seu grito pela possibilidade de um mundo onde caibam muitos mundos. Pois é este, segundo a reflexão oferecida pelo sociólogo mexicano Pablo González Casanova, o momento inicial das mobilizações plurais que hoje assomam ao cenário global, reconhecidas nos movimentos dos indignados e dos <em>ocupas</em>.</p>
<p>A postagem de hoje traz essa análise desse pensador mexicano fundamental para o pensamento crítico sobre a realidade atual de nosso continente, autor do clássico &#8220;O Colonialismo Interno&#8221;, que se você ainda não leu, recomendo fortemente.  (Ao final da postagem disponibiliza um link pra descarregar esse outro trabalho de González Casanova).</p>
<p><strong>O Movimento dos Indignados começou na Lacandona</strong></p>
<p>por Pablo González Casanova</p>
<p>Se pensamos no conhecimento e na ação de um movimento mundial como o dos indignados, logo observamos que há problemas teóricos e práticos consideravelmente distintos dos que se propõem na Academia, nos partidos e nos governos. Felizmente temos a possibilidade de enriquecer nosso conhecimento com as perguntas que os povos se fazem e com as respostas que se dão.</p>
<p>Teorias e práticas que vêm &#8220;<em>de abajo y a la izquierda</em>&#8221; têm a originalidade de criticar o poder quando este se sente diferente da sociedade e quando se separa da sociedade.</p>
<p>Os novos movimentos do povo propõem uma democracia que corresponda às decisões do povo e que, em caso de que se separe do povo, deixará de ser uma democracia.</p>
<p>Depauperados e excluídos, indignados e ocupas formulam teorias que contêm um grande respaldo empírico. Trata-se de explicações e generalizações baseadas em grande quantidade de experiências. Trata-se de conhecimentos, de artes e técnicas que correspondem ao saber e ao fazer dos povos, esse saber que tanto exaltara o antropólogo Andrés Aubry, e em que aparece, em vez do &#8220;eu&#8221; individualista, o &#8220;nós&#8221; <em>tojolabal</em> que Carlos Lenkersdorf resgatara para  a filosofia da solidariedade humana.</p>
<p><span id="more-1896"></span></p>
<p>Teorias e práticas têm muito de particular e também de universal &#8230; E não exagero! Pensemos na imensa mobilização dos indignados e dos ocupas que lutam por outro mundo possível. Hoje &#8211; escrevem admirados os professores ingleses -  a mobilização é gigantesca. Nunca havia sido dessa magnitude, e toda a mobilização &#8220;começou &#8211; agregam &#8211; nas selvas de Chiapas com princípios de inclusão e de diálogo&#8221;.</p>
<p>Vemos assim que &#8220;<em>desde abajo y a la izquierda</em>” e desde as selvas tropicais surge um movimento que não só luta por defender os direitos dos povos indígenas, como também pela emancipação dos seres humanos.</p>
<p>E esse movimento universal, em meio a suas diferenças, vive problemas parecidos. E mais, encontra soluções parecidas para a criação de outro mundo e de outra cultura necessária, a que os povos dos Andes expressam como o &#8220;bem viver&#8221;, &#8220;em que o viver bem não dependa do mal viver dos outros&#8221;.</p>
<p>A esses aportes que vêm dos índios da América se agregam muitos mais que correspondem às experiências de múltiplas culturas e histórias e que criam a história universal da luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia, lema levantado pelo movimento zapatista e que anda pelo mundo inteiro não como eco senão como as vozes de um pensar e um querer parecido.</p>
<p>E aí estão as juventudes gregas que lutam contra o tributo da dívida externa, estão os movimentos da primavera árabe a quem os militares não podem controlar, estão as assembléias dos indignados espanhóis que articulam interesses vitais que o sistema não pode satisfazer, estão os jovens estadunidenses que ocupam Wall Street como centro do poder corporativo contra o qual todos lutamos, os jovens chilenos que dão sua vida para que não lhes tirem suas escolas e universidades.</p>
<p>Em todas as mobilizações há muito em comum. Todas ou quase todas coincidem com &#8220;o includente&#8221; e com o &#8220;dialogal&#8221;, e um número cada vez maior, com a ideia de que o capitalismo corporativo é a origem de todos os problemas que afetam e ameaçam a humanidade.</p>
<p>Coincidem também em que a solução é essa democracia de todos para todos e com todos, que não se delega, e que alguns chamam de socialismo democrático e socialismo do século XXI e outros apenas democracia, e que é isso e muito mais, pois é uma nova forma de se relacionar com a terra e com os seres humanos &#8230; uma nova forma de organizar a vida.</p>
<p>E é em meio da riqueza e novidade dessa mobilização mundial que se captam uma série de reflexões que vêm <em>de abajo y a la izquierda</em> e cuja resposta busca o triunfo dos indignados e dos pobres da terra. A riqueza das reflexões e chamados é enorme e exige a atenção o aprofundamento de alguns que enuncio livremente e nos quais devemos trabalhar mais:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. O chamado a perder o medo antes de mais nada, que o movimento zapatista destacou como um requisito para pensar e atuar.</p>
<p>2. O não pensar só em &#8220;que fazer&#8221; senão em &#8220;como o fazemos&#8221;.</p>
<p>3. Ter preciso com quem &#8211; o fazemos &#8211; nas distintas circunstâncias.</p>
<p>4. Ter claro nossas diferenças internas com um novo estilo de discutir e fazer acordos.</p>
<p>5. Rechaçar terminantemente a lógica da caridade. E também a lógica do paternalismo, pois ambas ocultam a manipulação. Caridade e paternalismo são a &#8220;boa cara&#8221; da cultura autoritária.</p>
<p>6. Combinar a luta pelos direitos dos povos, os trabalhadores e os cidadãos com a luta pela construção de uma sociedade alternativa em que os coletivos dos bons governos pratiquem o &#8220;mandar obedecendo&#8221;. Ter precisos, com exemplos, em quê consiste a prática do mandar obedecendo.</p>
<p>7. Dar os passos necessários para que o projeto emancipatório seja realmente includente, e dê lugar a um tratamento respeitoso das diferenças de raça, sexo, idade, preferência sexual, ideologia e nível educativo.</p>
<p>8. Redefinir os conceitos de liberdade, igualdade, fraternidade, justiça, democracia &#8230; Redefini-los na vida cotidiana, no aqui e agora.</p>
<p>9. Aclarar que as redes não são só redes informáticas. Aclarar que se organizaram e vão se organizar redes de coletivos e de sistemas de coletivos que permitam o predomínio das organizações horizontais sobre o mercado e o Estado, que estimulem a cooperação e a solidariedade frente ao individualismo do mercado, e nas quais os encarregados mandem obedecendo aos alinhamentos que as organizações horizontais os dêem, e não se sintam nem um minuto por cima delas. Ao mesmo tempo criar organizações centralizadas e descentralizadas, como o EZLN, e como as polícias dos povos do sudeste (México) e como as autonomias municipais.</p>
<p>10. Aprofundar e promover os sistemas solidários e cooperativas com fluxos e intercâmbios que aproximem a produção, o consumo e os serviços, por exemplo, a educação, saúde, segurança social.</p>
<p>11. Atualizar constantemente os conhecimentos sobre as contradições nos próprios movimentos emancipatórios, e não só sobre as contradições externas.</p>
<p>12. Fomentar o respeito à dignidade e à identidade de pessoas e povos, sem cair no individualismo e no &#8220;aldeanismo&#8221;, antes cultivando a emancipação universal.</p>
<p>13. Combater o maniqueísmo, e retomar o tipo de discussões que invocam os clássicos para compreender o aqui e o agora, e incluir suas narrativas e reflexões na memória criadora de nossas generalizações.</p>
<p>14. Reconhecer que todos os grandes movimentos do povo &#8211; com uma razão de enorme peso &#8211; não se inclinam por uma revolução violenta, senão pela ocupação pacífica e multitudinária da sociedade e da terra.</p>
<p>15. Pensar que 99% da humanidade vai ganhar esta luta, e que de seu triunfo e da sociedade que construa dependerá a criação ecológica de um sistema terrestre sustentável, capaz de satisfazer as demandas vitais de uma população crescente que hoje passa fome e frio às centenas de milhões, e capaz de impedir que continue um sistema econômico-político em que a indústria da guerra é o motor principal da economia.</p>
<p>16. Propor como se luta e ganha pacificamente em uma guerra de &#8220;amplo espectro&#8221; como a desenhada pelo Pentágono. Se um dos &#8220;espectros&#8221; é a guerra violenta e armada, podemos lutar nos outros compreendidos pela guerra informática e cibernética, a guerra contra a educação, a guerra contra a cultura, a guerra econômica com a dívida externa e derivados, a guerra social que desfaz o tecido comunitário, familiar, de classe; a guerra ideológica e pseudo-científica neoliberal, cínica, recolonizadora e neofascista: a guerra que destrói a biosfera e a guerra que semeia o terror acompanhadas da guerra imoral para cooptar, macro-corromper e submeter à humanidade para que se renda e se venda.</p>
<p>17. Insistir em que os pobres da terra e os que estamos com eles devemos enfrentar a guerra de amplo espectro em todos os espectros pacíficos possíveis: no terreno da educação para pensar e fazer, no terreno da economia da resistência que cuida o pão e a água, o fogão e o teto, os serviços de saúde e de segurança; o tecido social da família e o da comunidade, e o de uma classe trabalhadora que reestruture a união necessária dos trabalhadores regulados e não-regulados; na luta ideológica contra as corporações, os líderes &#8220;amarelos&#8221; e as máfias que ocultam sua guerra depredadora com outras guerras não menos infames –como as do terrorismo, o narcotráfico e a confusão &#8230; E estar cada vez mais conscientes de que a guerra atual de intimidação e corrupção busca acima de tudo o despojo dos territórios comuns, das parcelas camponesas, das terras nacionais, dos bosques e das minas, das reservas de petróleo e dos mantos aquíferos; dos solos e dos subsolos, das costas e das terras. E não satisfeito com oprimir os pobres entre os pobres e os habitantes da periferia mundial, está empobrecendo, de forma cada vez mais aberta, aos setores médios e privando de seus direitos e de seu futuro a jovens e crianças do mundo inteiro.</p>
<p>Com os indignados da terra enfrentaremos a nova política do açúcar e do garrote, da corrupção e de repressão econômica empregada pelo capitalismo corporativo, com seus aliados e subordinados. Frente a suas tentativas de intimidação e corrupção universal bradaremos a moral da luta e a coragem dos povos. O faremos, conscientes de que somos cada vez mais e de que serão cada vez mais aqueles no mundo inteiro que lutam pelo que em 1994 parecia ser uma &#8220;rebelião indígenas pós-moderna&#8221; e que, na realidade, é o princípio de uma mobilização humana consideravelmente melhor preparada para alcançar a liberdade, a justiça e a democracia a que todos aspiramos.</p>
<p>**********************************************************************************************************************</p>
<p>Descarrega &#8220;Colonialismo Interno&#8221; clicando <a href="http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/campus/marxispt/cap.%2019.doc">aqui</a>.</p>
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