A primeira vez que ouvi falar do Karamelo Santo foi em 2001, numa reportagem do Página 12 que falava sobre as bandas que andavam marcando presença junto com o movimento piquetero em piquetes, bloqueios e demais manifestações combativas. Entre as bandas citadas, o Karamelo foi a única de quem consegui encontrar algum material pela internet. Isso porque estes mendocinos já estavam na estrada desde meados da década de 90, fazendo sua mistura de ska e hardcore com forte inspiração provinciana (Cuyo). De lá pra cá a banda cresceu em público e influências. Agregou uma marcante mensagem baseada na cosmovisão andina, que tem na Pachamama o símbolo da unidade entre natureza e o homem, unidade essa quebrada pelas ideologias do des-envolvimento capitalista (o homem não mais envolvido com a natureza).
A música dos caras é uma celebração total, ainda mais que hoje boa parte do cardápio oferecido por eles inclui a cumbia, gênero musical villero por excelência, absorvido pelos caras como parte de seu caldeirão musical contestatário. Como dizem os próprios: “Cumbia é ritmo punk!”.
Confere o som, e se ficar curioso, vai nos links aqui e baixa os dois últimos trabalhos da banda:

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